Efeitos da guerra comercial entre a China e América assombram as economias pouco diversificadas

De acordo com o último relatório do Institute of Chartered Accountants in England and Wales (ICAEW), África receia um contágio na diminuição do preço das matérias- primas uma vez que uma guerra comercial se está a espalhar, no Economic Insight: África Q2 2019. A organização contabilística disponibiliza previsões de crescimento para diversas regiões incluindo África Oriental, que é a região em África que se estima ter registado um crescimento real mais rápido do PIB em 2018, e a previsão é que assim continue nos próximos dois anos com uma taxa de crescimento previsto de 6.1%.

JOANESBURGO, África do Sul, 14 de Junho de 2019, -/African Media Agency (AMA)/- Logo a seguir à África Oriental encontra-se a zona franca sendo a segunda região com crescimento mais rápido em África: aqui, prevê-se o crescimento do PIB em 4.9% para 2019. O relatório, encomendado pelo ICAEW e efectuado pelo parceiro prognosticador Oxford Economics, destaca o papel da diversidade económica em enfrentar o preço instável do petróleo e o preço das matérias-primas.

De acordo com o relatório, receia-se que o abrandamento na China resulte numa diminuição na procura de matérias-primas em África, em conformidade com preços de matérias-primas mais baixos. Tal como aconteceu anteriormente, os preços das matérias-primas desceram drasticamente, as economias pouco diversificadas ficarão sob pressão à medida que os saldos das contas correntes pioram, as unidades monetárias ficarão sob pressão, os preços irão aumentar e os bancos centrais aumentarão as taxas de juro.

Durante o seu discurso na divulgação do último relatório, Michael Armstrong, Director Regional do ICAEW no Médio Oriente Ásia e África, disse que a resistência das economias diversificadas na parte oriental do continente desempenha um papel importante em atenuar os impactos da flutuação dos preços das matérias-primas.

“Tal como tem sido desde a queda acentuada do petróleo e nos preços das matérias-primas que começou em 2014, a África Oriental é a região em África onde se estimou um maior crescimento real do PIB em 2018 e prevê-se que assim continue nos próximos dois anos.” referiu Mr. Armstrong.

Michael Armstrong, Director Regional do ICAEW para o Oriente Médio, África e Sul da Ásia

Michael Armstrong, Director Regional do ICAEW para o Oriente Médio, Ásia e África

“O crescimento da região é impulsionado principalmente por bons desempenhos nas duas maiores economias: O Quénia, uma economia de 90 mil milhões de dólares prevê crescer 5.5% em 2019 e a Etiópia, uma economia de 80 mil milhões de dólares prevê crescer 7.9%. Nomeadamente o Quénia, tem um sector bancário dinâmico e os bancos mais bem sucedidos são líderes regionais,” acrescentou.

O crescimento do PIB na Zona Franca está previsto em 4.9% para 2019. A maior parte do crescimento irá verificar-se na Costa do Marfim, que se prevê que demonstre um crescimento real do PIB de 7.0% este ano em grande parte devido ao crescimento de serviços (porém, as exportações de cacau ainda são cruciais).

O Norte de África apresenta uma mistura algo divergente: O Egipto, Marrocos e a Tunísia têm economias diversificadas, ao passo que a Argélia e a Líbia são extremamente dependentes de petróleo e gás. Prevê-que os dois últimos terão um ano de 2019 deveras decepcionante: A economia da Líbia irá sofrer uma contracção de 4.1% e o crescimento na Argélia será apenas de 2.0%. Isto contrasta com uma taxa de crescimento de 5.5% no Egipto, onde o governo tem sido exemplar na implementação de uma politica económica construtiva. No entanto, para manter este tipo de crescimento futuramente, o governo terá de incentivar o crescimento no sector privado e melhorar o acesso ao financiamento do sector empresarial.

A África Austral é a região do continente que verifica um crescimento mais lento, com um crescimento do PIB previsto que dificilmente chega aos 1.8% este ano: menos de um terço da taxa de crescimento da África Oriental. O crescimento no sul é arrastado para baixo pela África do Sul, a economia dominante da região (é responsável por mais de dois terços dos rendimentos regionais), onde a previsão de crescimento é de manter uns desanimadores 0.8% em 2019 – o mesmo patamar que em 2018. Crescimento lento em Angola (+ 1.1% em 2019, após uma contracção de 2.5% em 2018), a segunda maior economia da região, serve como obstáculo ao crescimento na região.

Economic Insight completo: O relatório África pode ser encontrado aqui:
https://www.icaew.com/technical/economy/economic-insight/economic-insight-africa

Distribuído pela African Media Agency (AMA) em nome do ICAEW.

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